sexta-feira, julho 15, 2005

EU FIZ UM ABORTO

Já que estamos numa de "bonecos" atrasados, mais umas fotos da Cláudia, desta vez de acções que desenvolvemos com outro/as activistas no âmbito do movimento "Eu Fiz Um Aborto", em Setembro de 2004, estavam aí as Women On Waves.

www.panterasrosa.com/wow

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terça-feira, julho 12, 2005

Caudas proeminentes, Marcha e Arraial Pride

prendas da Ana Cristina Santos para a felinagem :)

segunda-feira, julho 11, 2005

STOP HOMOFOBIA

Já está linkada na página web das panteras a melhor foto-reportagem que já vi da concentração stop homofobia, 15 de Maio
passado, em Viseu. Responsabilidade da pantera cláudia :), só é pena que estas fotografias tenham surgido tanto tempo depois.


http://www.panterasrosa.bravehost.com/fotosclaudia.html

Educação Sexual - assinem esta petição

www.petitiononline.com/cartassr/petition
Assinem a "Carta dos jovens portugueses sobre saúde sexual e reprodutiva", iniciativa da Youact - Rede Europeia de Jovens pela Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, da Não Te Prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais e da Rede Ex-Aequo - Associação de Jovens Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Simpatizantes". Após o Verão, esta deverá ser entregue ao presidente da República, Governo e Assembleia da República. Parabéns aos responsáveis pela iniciativa, neste país de todos os tabús, hipocrisias e ignorâncias em tudo o que toca à sexualidade e aos direitos reprodutivos. Todas as pressões sobre o tema são importantes.

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Padrecas vs. Homoparentalidade

Um link indicado no renas e veados, e que promovo, porque está muito bem defendido. Vale a pena ler.
http://www.livejournal.com/users/je_bois/96256.html

quinta-feira, julho 07, 2005

Somos tod@s trans

Tem estado a causar reacções contraditórias o último texto da escritora Inês Pedrosa, uma das madrinhas da Marcha do Orgulho LGBT 2005, na revista do Expresso (www.panterasrosa.com/pedrosa)
Tecendo considerações perspicazes sobre os aspectos públicos da Marcha e sobre as reivindicações legais do movimento, sem "afunilar" apenas no tema do casamento, a escritora comenta também a sobreexposição mediática das dragqueens na Marcha, o que provocou de alguns sectores da web gay reacções do género "somos todos/as trans", em defesa da inclusão do T e contra as discriminações internas à comunidade. Estas reacções, devo dizer, agradam-me, porque representam a facção anti-discriminação num antigo debate sobre aquilo a que muitas pessoas chamavam o "folclore" das marchas, com uma carga negativa. Nesse contexto, sim, somos todos e todas trans, e as panteras deverão estar sempre dispostas a ser os/as primeiros/as a levar à prática esta solidariedade com o grupo mais discriminado dentro e fora do universo LGBT. Os discursos sobre o "folclore" sempre me fizeram subir a mostarda ao nariz, porque não entendem a importância da presença T nas marchas, não entendem as questões de género, logo, a ligação das questões trans ao tema da homossexualidade, e atribuem culpa à vertente trans por uma "má imagem" que seria transmitida da comunidade. São claramente discriminatórios.
Num e-mail enviado esta semana ao Fórum Social Português, António Serzedelo comete, parece-me, o mesmo erro de inculpar os "travestis", responsabilizando-os ao mesmo nível que à má prestação dos meios de comunicação social, que é o que realmente está em causa. Diz o António que partilha das posições de Inês Pedrosa, sobretudo "relativamente à cobertura televisiva, e (má)prestaçao do discurso dos travestis, para a nossa luta, no plano em que o exibem". Eu, por acaso, vi na tv uma óptima declaração de um travesti sobre homofobia...
O que me leva a mandar esta "posta" é que julgo que o texto de Inês Pedrosa não comete este erro. Diz ela q (...) as plumas e as pailletes que tanto perturbam o sossego familiar das famílias ditas tradicionais se resumiam, numa marcha de quinhentos seres humanos, a meia dúzia de pessoas. Aproveitam o pretexto para ter os seus cinco minutos de glória e promover os seus shows ." Eis a frase que, fora do contexto, levou a que a escritora fosse acusada de atacar os/as trans presentes na Marcha.
Mas anteriormente no seu texto, Inês já deixou claro que assume a defesa dos/as mesmos/as, quando diz que a Marcha "Incomoda, porque aparecem sempre uns travestis emplumados. As heterossexuais nuas que surgem nos desfiles de carnaval são consideradas espectáculo de família. Porque é que um transexual incomoda tanta gente? A mim, o que me incomoda é que Portugal seja ainda tão pouco exibido, tão cheio de entrementes, bichanices covardes, esquemas ocultos... enfim, estratégias."
Creio que quem reagiu em defesa da população trans deve continuar a fazê-lo tal e qual, porque é preciso. Mas julgo que não é usando esta crónica como pretexto...

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segunda-feira, julho 04, 2005

A nossa história 4

A perseguição às expressões da homossexualidade na literatura e nas artes vai ser uma constante no Estado Novo, com correspondência absoluta na vida real. O Código Penal de 1952, que se manterá em vigor até 1982 (!), considerava a homossexualidade masculina (o lesbianismo não era mencionado, embora igualmente reprimido, segundo alguns juristas para não dar más ideias às mulheres portuguesas) como crime punível com medidas de segurança contra aqueles que se entregassem "habitualmente à prática de vícios contra a natureza".











A medida de segurança mais gravosa era o internamento. Nestes casos, o destino de quem fosse apanhado e não soubesse ou pudesse pagar à polícia de costumes, ia parar a uma Mitra, como a retratada abaixo, nos anos 50, no Poço do Bispo, em Lisboa. Aqui, eram detid@s tod@s @s que o regime via como "marginais" e um "perigo social": homossexuais, prostitutas, homossexuais e mendigos, tod@s denominados de "indigentes". Noutras localidades do país existiam instalações semelhantes. O período foi estudado pela antropóloga Susana Pereira Bastos e nos anos 80, a fotógrafa Ana Esquível fotografaria a Mitra de Lisboa pouco tempo antes do seu encerramento.

Porto Pride

No sábado peguei nas coisas das panteras (que movimento tão móvel) e fui na minha lata até ao Porto para participar no Porto Pride.
Voltei muito contente, não só com o ambiente, com a forma como fomos bem recebidos, mas também pela quantidade de panteras locais que lá andavam para ajudar (obrigado André, Bruno, Maria e restantes).
Reforcei a minha impressão de sempre de que o pessoal do Porto (por viver um contexto mais homofóbico que o de Lisboa?) não só é mais consciente dos seus direitos, mas também mais radicalizado (nunca se esqueçam que ser radical é ir à raíz das coisas, o que é bom). Como me dizia o André, no Porto ou te escondes para sempre ou explodes desde logo e assumes o que tens a assumir, algo assim. Vivam as explosões identitárias :)
Conheci também o recém-formado GRIP, e ouvi o João Paulo, do PortugalGay.PT, organizador da coisa, a anunciar a vontade de passar esta festa, no próximo ano, para o exterior, e se possível marchar pela primeira vez também nas ruas do Porto. Julgo que está mais do que na hora de valorizar o potencial associativo que tem andado latente na segunda cidade do País, e creio que andam por lá activas várias pessoas dispostas a tomar a tarefa em mãos.
Também foi bom encontrar pessoas com quem partilhei momentos de luta no passado. A Adôa, por exemplo, que apareceu vestida tal e qual apareceu na primeiríssima Marcha do Orgulho em todas as fotos da faixa da frente :). Ou a amiga Natasha Seminova, que tive o gosto de finalmente conhecer antes de se transformar para o show, e de quem descobri que já nos tínhamos cruzado antes neste mundo do activismo.
Viva o Porto, estou a ficar velho :)

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domingo, julho 03, 2005

Termómetro da Homofobia 3

Saiu o artigo do Diário de Notícias sobre a nossa última acção. Também podem ver mais fotos em www.panterasrosa.com/termo

sexta-feira, julho 01, 2005

"Matrimoni per a tothom!"

É assim a manchete do "El Periódico de Catalunya" de hoje.
Foi ontem aprovada no senado por 187 votos a fovor(dos quais 3 são de deputados de direita) e 147 votos contra, a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo que, na prática, substitui os termos "marido e mulher" por "cônjuge".
Sabendo-se quem é Zapatero, são surpreendentes as suas declarações de ontem no senado: "Espanha é agora um país mais decente que não humilha os seus membros" "São uma minoria, mas o seu triunfo é um triunfo de todos", "Hoje, a sociedade espanhola dá uma resposta a um grupo de cidadãos que durante anos esteve humilhado".
É também importante referir que o PP apresentou recurso por inconstitucionalidade e uma deputada do PP votou "sim", quebrando deste modo a disciplina de voto imposta pelo partido, o que lhe custará uma multa monetária...
A adopção, que já era permitida na Catalunha, País Basco, Navarra e Aragão, estende-se agora a todos os estados.
Espanha torna-se assim o quarto país do mundo em que o casamento homossexual é legal, depois da Holanda(2000), Bélgica(2003) e Canadá (anteontem). Alemanha, França e países nórdicos optaram por "União Civil".

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A Revolução na linguagem

Uma recente pesquisa das Panteras Rosa reuniu as definições dos dicionários em circulação em Portugal sobre termos como "homossexualidade", "lesbianismo", "homofobia", entre outros. Fica o resultado http://www.panterasrosa.com/dicionarios.doc , a comprovar que tem havido uma evolução no sentido politicamente correcto desde que há quase dez anos o então Grupo de Trabalho Homossexual do PSR denunciou com uma manifestação no Porto os termos existentes. Exemplificava-se, na época, com o dicionário da Porto Editora, que definia a "mulher" como "prostituta, rameira, mulher da vida", por oposição ao "homem", "sexo forte, macho viril", ou que definia a homossexualidade como uma "inversão".
Porque há sempre ainda algo que fazer, sobram ainda, apenas, algumas definições do dicionário universal da Texto Editora sobre as lésbicas, assinaladas a tracejado vermelho...
Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
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