quarta-feira, dezembro 20, 2006

SEM JUIZO

Lemos e relemos e custa a crer. Aos poucos a incredulidade cede o lugar à indignação e de repente lembramo-nos da justiça que julgou os assassinos de Gisberta e do juíz que em advertência referiu a "brincadeira que acabou mal". Vómito! O jornal do dia traz mais um exemplo. Desta vez em relatório a propósito da reforma do Código Penal, a Associação Sindical de Juízes escreve que não pode haver violência doméstica entre um casal do mesmo sexo. Pelo caminho da argumentação percebemos que nem sequer entre casais a viver em união de facto, não fossem os responsáveis de tão brilhante relatório admitirem o seu esquecimento destas situações. Assim para estes representantes sindicais da classe, a violência doméstica é exclusiva de casais hetero casados pelo registo. A porrada fora dos mandamentos dos juizes Pedro Albergaria e Mouraz Lopes não é considerada violenta nem doméstica. E já agora os maus tratos psicológicos também não pois para estas brilhantes cabeças só as nódoas negras é que provam a violência e só agressão fisica comprovada é que é violenta.
De muito pouco servem os estudos e as organizações sociais que trabalham o tema, de nada serve a estes juizes uma constituição que no seu artigo 13º previne a discriminação por razão da orientação sexual, inútil a legislação de uniões de facto aprovada certamente já depois de sairem do Centro de Estudos Judiciários. A lei são eles porque são eles que a aplicam. O bom senso e a lógica, as evidências que nos entram pelos olhos dentro não se aplicam ao alto critério dos magistrados. Na sua lógica simples, como não há casamento não há casal e como não há casal não há convivência doméstica ou família, logo não pode haver violência considerada doméstica. Quem nos salva destes juizes?

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sábado, dezembro 16, 2006

KARNIGHT EXCENTRIK PARTY

KARNIGHT EXCENTRIK PARTY


Uma transsexual elegante recebe-o às zero horas do dia de natal à porta do ESPAÇOKARNART. Um segurança hard-core protege a sua entrada. Uma actriz sentada a uma mesa recebe os dez euros que lhe permitirão o acesso às salas superiores e lhe darão direito a duas bebidas. Se vier extravagantemente vestido – e queremos mesmo dizer extravagante, excêntrico no sentido artístico do termo (cabeleiras, lentes, palas, soutiens, meias de seda, cintos de ligas, suspensórios, toucas, óculos, dentes de ouro, tatuagens, piercings, exposição física, etc.) – não precisará de pagar entrada. Sobe as escadas para as salas com mesas de mármore, originalmente usadas para dissecação de animais, e é recebido numa sala preta com telhas à vista, onde está montado um bengaleiro que o vai desembaraçar do casaco carregado das energias familiares. Mais uma transsexual, agora forte e de voz grave, entrega-lhe uma senha e deixa-o livre para explorar o espaço de chill-out onde está montado o primeiro dos bares, e onde pode trocar uma das duas fichas de bebida a que o preço de entrada lhe deu direito. Nesta sala desfruta do mundo, quer em termos de sonoridade quer em termos de imagens projectadas numa parede de azulejos brancos. Na sala verde vibrante contígua senta-se em puffs coloridos ou deita-se em esteiras, relaxado, muito relaxado mesmo, e recobra pelo corredor das casas de banho quando acede à sala maior do ESPAÇOKARNART, onde um segundo bar o espera e onde pode dançar: dj's de música revivalista, dj's de música electrónica, vídeo jam. Entretanto e enquanto as quatro saídas de emergência o protegem, personagens bizarros cruzam-se consigo desenvolvendo performances inesperadas, chocantes talvez, assustadoras até, que o deixarão agradado. Se a fome apertar terá uma fatia de bolo rainha racional à sua espera. As bebidas brancas custarão quatro euros, as bebidas leves custarão dois euros. Seja bem-vindo. Atreva-se.



ESPAÇOKARNART
Rua da Escola de Medicina Veterinária, 21, 1000-127 Lisboa
Tel. 213 152 192 Fax. 213 152 192 Tm. 914 150 935

terça-feira, dezembro 12, 2006

GARRAS DE FORA II

Olá malta, a segunda crónica radiofónica Panteras Rosa, que será difundida, por exemplo, na próxima segunda-feira, pelas 20h, na rádio Zero (Instituto Superior Técnico) está disponível para audição e download em
http://www.sendspace.com/file/vzfewt

O tema central desta vez foi o Dia da Memória Trans (Transgender Day of Rememberance).

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Colectânea de Contos Lésbicos

A responsável do blog Damn Queer pretende coligir uma colectânea de contos lésbico-feministas de autoras lésbicas (cis ou transgénero) de expressão portuguesa (incluindo portuguesas, africanas, brasileiras), a publicar em Portugal, ou pelo menos, criando as condições para a sua publicação.

Estão desde já convidadas a enviar textos para o seguinte endereço (no corpo do email e não em anexo!): anabelarocha2005@gmail.com . O prazo limite de envio dos textos é 31 de Maio de 2007.

http://damnqueer.blogspot.com/

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Sexo lésbico + seguro

No próximo sábado acontecerá no Porto a segunda parte do workshop "Comportamentos sexuais entre mulheres: práticas de sexo seguro", em colaboração com o Clube Safo, dedicada à exploração/exemplificação de práticas de sexo + seguro, e apresentação do kit de sexo lésbico + seguro das Panteras.

Às interessadas (não lamentamos, nem pedimos desculpa pela discriminação operada sobre @s demais) dirijam-se à Rua Formosa, nº 433, 3º andar (sede da Umar), por volta das 15 horas.
Para quem se interesse pela temática trans, assinalo que existe uma banda de música gótica/doom,com uma vocalista trans. A banda chama-se SporAeternus, é alemã e, sendo a vocalista quem escreve as letras, tem algumas músicas dedicadas à temática trans. Algumas letras são em inglês, outras em alemão. Para quem não conheça o estilo de música (calculo que sejam bastantes) é particularmente depressivo e melancólico. Para conhecer melhor, fica o link para o site oficial da banda.http://www.soporaeternus.de/
Pedro_Nemrod

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Já agora que se veja bem...

... porque está muito giro :)

terça-feira, dezembro 05, 2006

Fotoconcurs transmarikabollo

hola panterada,

envio-vos a minha última produçao para a nossa actividade aqui em barcelona, do vosso homólogo col.lectiu gai de barcelona.
quando as panteras tiverem uma sede fika a ideia!!!
(parece que o cartaz aqui na net perdeu um pouco de cor... mas a ideia entende-se!)
arranhadelas com unhas de lâ.
Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
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