quinta-feira, março 29, 2007

MAYDAY!

O PRECARIADO REBELA-SE

* No primeiro de Maio, que é o feriado mundial dos trabalhadores, realizam-se por toda a Europa as paradas MayDay. Essas iniciativas são manifestações de visibilidade do trabalho sem voz: os precários de todo o tipo.
* A primeira parada MayDay de Lisboa é uma festa rebelde que junta operadores de call center, imigrantes, bolseiros, intermitentes do espectáculo e do audiovisual,estagiários, desempregados e contratados a prazo, estudantes- (já/ainda/quase) -trabalhadores, etc…

* A precariedade invade todas as áreas da vida e é mais completa entre os mais novos. Sair de casa dos pais, aguentar uma renda ou um empréstimo, são coisas simples que se transformam em grandes riscos. O trabalho precário nem sempre é pago. É quase sempre mal pago. O patrão que emprega raramente é o que contrata: as empresas de trabalho temporário
multiplicam-se, crescem e exibem lucros milionários. Nelas, o salário é mais curto, o contrato pode acabar sem aviso e nem sempre deixando subsídio de desemprego.

* No MayDay, desfilaremos contra a exploração, contra o emagrecimento dos apoios sociais e à habitação, pelo direito a trabalhar sem chantagem e a um mínimo de independência e conforto. Ninguém quer passar o resto da vida a pensar como pagar a próxima conta e a fazer malabarismos com três trabalhos precários.

Precárias e precários, todos ao MAYDAY!

MayDay!! :: MayDay2007!! :: 1º Maio :: parada mayday até ao estádio 1º maio (inatel) :: participação na manif cgtp, do inatel à cidade universitária :: MayDay!! MayDay!!

2007.mayday@gmail.com

http://2007mayday.wordpress.com/
Panteras Rosa no MayDay!

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Os estudantes e os marginais

Comunicado Panteras Rosa
Associação inaceitável entre homossexualidade, prostituição, droga e criminalidade defendida ontem por associações de estudantes.

Numa altura em que a extrema-direita desenvolve movimentações junto do público universitário e até candidata listas a eleições para associações de estudantes (nada é por acaso, nem sequer ter sido a cidade universitária o local escolhido pelo PNR para o seu mais recente mural contra o "lóbi gay"), algumas associações de estudantes provavelmente mais na linha política da direita clássica, resolveram recuperar sobre a homossexualidade - com o beneplácito das declarações policiais que desmentiam a situação de insegurança mas não a associação abusiva - nada mais nada menos do que o discurso e as associações que eram típicas no período do fascismo: homossexualidade, prostituição, droga e crime.

Numa reportagem transmitida ontem à noite pela televisão SIC, com base numa diminuta concentração de estudantes, e a coberto da temática da "insegurança" que sentirão os alunos da Cidade Universitária, os presidentes das associações de estudantes da Faculdade de Direito e do ISCTE assumem-se não só como defensores dos interesses dos alunos, mas igualmente como púdicos guardiães da moral e dos bons costumes, ao relacionarem os encontros nocturnos entre homossexuais que têm lugar naquela zona, com criminalidade e até tráfico de droga. Ou seja, associando a frequência de engates homossexuais e a referida insegurança.

A linha de argumentação é extradordinária e seria ridícula se não estivesse imbuída de falsidades e de preconceito. A zona da Cidade Universitária tem problemas de segurança reconhecidos, sobretudo no periodo diurno, que é aliás aquele em que existe frequência dos alunos universitários. E é realmente, à noite, um dos pontos de Lisboa, utilizados para encontros homossexuais, que como se sabe não gozam da mesma legitimidade social que os encontros heterossexuais.

Escusado será argumentar sobre a discriminação de que é alvo a comunidade homossexual em Portugal e em como ela empurra muitas pessoas para contextos semi-clandestinos de relacionamento sexual, amoroso, ou simplesmente social.

Mas não só não existe ali, ao contrário de outras zonas, qualquer tipo de prostituição, apenas encontros recatados e consentidos (e não expostos à visão ou ao incómodo de quem quer que frequente a zona) entre pessoas adultas e senhoras das suas decisões. Muitos menos, o "engate" homossexual terá alguma ligação a situações de criminalidade ou de tráfico de drogas.

As declarações destes dirigentes associativos são assim, claramente, ou pelo menos nisso se transformaram, menos preocupadas com a insegurança que dizem estar a ser sentida pelos colegas que representam, e mais com uma cruzada moral, tendenciosa, ignorante e discriminatória, que ofende não apenas a comunidade gay mas também a inteligência dos alunos destas faculdades e, em primeiro lugar, daqueles que entre eles se definirão como homossexuais.

Perante ambas as associações de estudantes, queremos portanto afirmar que:
- para posições de extrema-direita já basta a mesma;
- o alegado problema de insegurança se resolve lidando com ele e não procurando um bode expiatório nem de longe relacionado;
- tal posicionamento moralista merece o nosso inteiro repúdio, como esperamos que o mereça da parte dos alunos.

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terça-feira, março 27, 2007

Hospital de Santa Maria discrimina Transsexuais

Comunicado de Imprensa

O movimento Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia vem por esta via denunciar a discriminação de Transsexuais em curso no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se levam a cabo os processos de transição de sexo. “Regras impostas pela nova administração” do hospital, segundo os médicos responsáveis, estão a fazer com que os/as transsexuais que tenham que ser internados naquele estabelecimento de saúde sejam dirigidos para a enfermaria correspondente ao seu sexo biológico, e não à enfermaria correspondente ao seu género.

Como se sabe, no SNS classificam-se as pessoas pelo seu sexo, que normalmente é determinado à nascença pelos genitais. Com as pessoas Transexuais este tipo de classificação revela-se erróneo e provoca situações caricatas de discriminação. Basta pensar, por exemplo, na renovação de um BI, em que, na foto aparece uma face feminina/masculina e no nome próprio um do género oposto. (E, quando entrarem em circulação, os novos BI’s europeus vão explicitar o sexo).

Neste mesmo hospital, ainda há bem pouco tempo qualquer Transsexual que fosse fazer uma intervenção e que tivesse necessidade de um internamento temporário, era colocado/a na enfermaria correspondente ao género para que estava a transitar. Mesmo depois de entrar em funções a nova administração do Santa Maria, isto continuou a funcionar nos mesmos moldes.

Assim, depois de terminado o processo (só aí são autorizadas as cirurgias pela Ordem dos Médicos), era reconhecido a qualquer Transexual o género para o qual transitava, independentemente da sua genitália, não apenas pelos médicos responsáveis, como pelo Estado.

Porém, no mês passado, uma mulher Transexual dirigiu-se a uma consulta de cirurgia plástica neste Hospital. Necessitando de ficar pelo menos 24 horas internada, foi informada que teria que ficar internada na enfermaria dos homens.

Este tipo de discriminação deriva precisamente de se continuar a definir o género de uma pessoa pelos seus genitais de nascença, o que é errado e inaceitável.

Não é de forma nenhuma justificável que uma pessoa na fase final (ou em qualquer fase) do seu processo de transição, quando aparece para o mundo com um determinado género, ser obrigada a ficar numa enfermaria do género oposto. É uma forma de classificação altamente lesiva para a auto-estima de qualquer Transsexual, claramente discriminatória e que pode levar a outras formas de discriminação.

Hoje, a discriminação é a nova regra no Hospital de Santa Maria, cujos clínicos da equipa de transsexualidade são supostos ajudar transsexuais no seu processo de mudança de sexo, e não sujeitá-los/as a regras transfóbicas e humilhações gratuitas. O movimento Panteras Rosa exorta a administração do Hospital a rever com celeridade estas “novas regras”, sob pena de assumir uma discriminação consciente de um grupo social já profundamente discriminado.

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segunda-feira, março 19, 2007

Transexuais agredidas e roubadas em Lisboa

A notícia abaixo é do Diário de Notícias de sábado, dia em que já nos tinha chegado parte desta informação por via de um comunicado da Opus Gay, mas temos estado a confirmar e a cruzar informação para vermos como agir.

Transexuais agredidas e roubadas em Lisboa
Fernanda Câncio Gonçalo Fernandes Santos (imagem)

Segunda-feira, duas da manhã. Teresa, 36 anos, está a atravessar a Rua Gomes Freire quando o condutor de um Polo cinza lhe pergunta o caminho para a Segunda Circular. "Hesitei, sem saber como explicar, e de repente apareceu outro tipo. Deu-me uma cabeçada e enfiou-me para a parte de trás do carro, que arrancou logo." A sangrar do nariz partido, Teresa é agredida mais vezes, ameaçada com uma faca "muito comprida" e uma pistola e obrigada a entregar todos os valores que tem consigo.
Nua no Alto de São João
O mesmo sucedera já a duas outras transexuais, nas duas últimas semanas, na mesma zona. Uma das agredidas fez queixa à polícia, a outra, a quem roubaram 250 euros e que foi deixada nua no Alto de São João, não. Teresa já conhecia estas histórias, ocorridas com trabalhadoras do sexo, através da associação Opus Gay (que defende os direitos de gays, lésbicas e transgénero, e à qual as duas outras agredidas narraram o que lhes aconteceu), mas nunca pensou vir a ser vítima dos mesmo assaltantes."Ficaram-me com duas pulseiras de ouro, anéis, setenta euros e um telemóvel 'última geração', além de parte da roupa que trazia", conta. "Tinha ido à inauguração de uma discoteca e fui à zona da Polícia Judiciária (PJ) porque há lá uma loja aberta toda a noite e queria comprar cigarros." Acabou a noite no Hospital de São José. Mas acha que, tudo somado, teve sorte. "Eles podiam ter-me morto. Senti-me completamente à mercê. Quando me largaram, no Alto de São João, o tipo que me bateu, de uns trinta e tal anos e com um ar medonho, puxou-me pelos cabelos para fora do carro e disse: 'Vai, foge, corre'. Ainda me mandou uma pedrada nas costas." Teresa mostra a marca, uma pisadura encarnada. "Embora muito desorientada, fixei a matrícula. Corri para a estrada e parou um carro. O condutor, um rapaz muito simpático, deu-me uma manta para me cobrir e chamou o 112."

"É violência transfóbica"
O carro patrulha da PSP demorou apenas minutos a chegar. Outra unidade pôs-se em perseguição do Polo, que era roubado, mas encontrou-o abandonado. "Acho que estava em Chelas", precisa Teresa, que já identificou um dos assaltantes, o que lhe bateu. "Passei duas horas na PJ, a ver 2500 fotos, até que o descobri. O inspector que me recebeu disse que a descrição que fiz dos dois tipos coincide com a que as outras transexuais fizeram.
"Segundo o inspector lhe explicou, o homem identificado tem cadastro como ladrão de automóveis e será toxicodependente. Não foi possível obter da PJ qualquer esclarecimento sobre estes crimes, que Teresa, como a Opus Gay - que fez um comunicado sobre o assunto - acredita terem uma motivação transfóbica, ou seja, de ódio contra transexuais. Um ódio que outra transexual, Ana, 39 anos, esta uma trabalhadora do sexo que crê ter estado no carro dos assaltantes mas, desconfiada, fugiu quando este parou num semáforo, testemunha diariamente. "Atiram-nos coisas dos carros, insultam-nos... São sobretudo rapazes de 18, 20 e poucos anos. Conheço casos de colegas minhas agredidas. Algumas nem se queixam à polícia, porque sentem que não vale a pena, que ainda lhes dão desprezo por cima."

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domingo, março 18, 2007

Sem-abrigo: Vítimas de violência

CORREIO DA MANHÃ de hoje:
Sem-abrigo: Vítimas de violência
Há um ano, 13 menores provocaram a morte por afogamento a um sem-abrigo do Porto, o transexual brasileiro Gisberta. A agressão brutal dos jovens acordou o País para a dura miséria dos que habitam no escuro da sociedade. Há medo entre os que vivem na rua. Ao CM, mendigos de vários pontos de Lisboa explicaram os hábitos para a sobrevivência sem agressões.

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sexta-feira, março 16, 2007

O Problema das classificações

Como se sabe, no SNS classificam-se as pessoas pelo seu género que normalmente é determinado à nascença pelos genitais. A coisa funciona para a maioria da população. No entanto, há casos em que esta classificação não funciona.

Com as pessoas Transexuais este tipo de classificação revela-se erróneo e provoca situações caricatas de discriminação. Basta pensar, por exemplo, na renovação de um BI, em que, na foto aparece uma face feminina/masculina e no nome próprio um do género oposto. (E quando entrarem os novos cartões em circulação vão ter o género).

Em relação aos processos de transição seria de esperar que os psiquiatras e psicólogos, conhecedores a fundo desta problemática, já se tivessem imposto como especialistas que são, logo com uma opinião mais fundamentada, contra este estado de coisas, fazendo notar que nestes casos a classificação pelos genitais revela-se errada.

No entanto, tem-se visto ao longo dos tempos uma apatia em relação a este assunto, havendo mesmo quem se contente com este tipo de avaliação, nomeadamente e como exemplo, quem trata dos casos de Transexualidade no Hospital de Santa Maria.

Neste mesmo hospital, que é onde se fazem todas as cirurgias referentes à nossa transição pelo SNS, ainda há bem pouco tempo com o Dr. Godinho de Matos (cirurgião), qualquer Transexual que fosse fazer uma intervenção e que tivesse necessidade de um internamento temporário, ia parar à enfermaria correspondente ao género para que estava a transitar. Mesmo depois de entrar em funções a nova administração, continuou a funcionar nos mesmos moldes.

Isto implica que a qualquer Transexual depois de terminado o processo (só aí são autorizadas as cirurgias pela Ordem dos Médicos) era-lhe reconhecido o género para que transitava. Implica também que é reconhecida/o pelos médicos especialistas na matéria, e pelo Estado, que essa pessoa pertence ao seu género psico-sexual. Logo, a genitália está errada.

O mês passado uma mulher Transexual dirigiu-se a uma consulta de cirurgia plástica com o Dr. João Décio (que substituiu o Dr. Godinho de Matos) para marcar uma intervenção. Acontece que essa pessoa, devido a problemas vários, necessitava de ficar pelo menos 24 horas internada. Qual não foi o seu espanto quando o médico a informou que teria que ficar internada na enfermaria dos homens. Quando questionado do porquê de tal atitude, foi dito que era uma regra imposta pela nova administração (que já lá estava no tempo do Dr. Godinho).

Este tipo de discriminação (pois trata-se de um tratamento completamente inaceitável para qualquer Transexual) deriva precisamente de se continuar a definir o género de uma pessoa pelos seus genitais de nascença.

Não é de forma nenhuma justificável que uma pessoa na fase final (ou em qualquer fase) do seu processo de transição, quando para o mundo aparece com um género ser obrigada a ir parar a uma enfermaria do género oposto psico-sexualmente. É uma forma de classificação altamente lesiva para a auto-estima de qualquer Transexual, e que pode levar a variadas formas de discriminação.

No caso da Transexualidade, a classificação de género das pessoas terá necessariamente que ser feita pelo seu género psico-sexual, não pelos genitais, nem sequer cromossomaticamente.

Comentários e moderação

Nas últimas semanas o blogue das Panteras Rosa tem sido palco de arrenhidas discussões. Discussões saudáveis no início, mas que descambaram em insultos entretanto. Nós por cá achamos que a discussão deve ser promovida, o debate de diferentes perspectivas estimulado. Contudo, esta consideração pelo poder e importância da discussão e do debate não é abandalhada. As discussões servem enquanto meios, não enquanto fins. A discussão prepara a acção, aperfeiçoa-a. Mas não a substituí.
Os insultos são o ponto mais baixo de qualquer discussão. Aqui queremos sugestões, críticas, debates, tudo mais ou menos aguerrido, ao estilo de cada qual, desde que sejam construtivos. Até hoje preferimos dar total liberdade a quem nos visita. Até para nos insultar. Mas as Panteras não são católicas, nem dão a outra face. Discutem, agem. Mas não se prostram perante nada, nem ninguém.
E é porque a liberdade de expressão não é um valor absoluto em si mesmo, porque acreditamos que podemos e devemos lutar contra as agressões, e porque usamos os meios ao nosso alcance para o fazer, que a partir de hoje todos os comentários deste blogue serão moderados.
Nenhum comentário será recusado, a menos que consista num insulto. É a única regra. Posto isto, abram-se as caixas de comentários!

Liberdade de expressão sim, insulto não!

quinta-feira, março 08, 2007

ESTA SEMANA NA VISÃO






Assumidos e sem medo
"Os jovens homossexuais portugueses estão a assumir-se cada vez mais cedo, apesar do estigma que ainda existe. A VISÃO desta semana publica uma investigação sobre o tema. Aqui, oiça os testemunhos de quem se assume, leia a opinião dos especialistas e tire as suas dúvidas. E, se desejar, assuma-se também".


Para quem não acredite na utilidade valiosa que tem tido o nosso pequeno associativismo lgbt, fica o lembrete de que há apenas 13 anos, era assim:

Tão diferente: escondido e marginal, de vivências absolutamente confinadas ao gueto da noite, abordado com pinças e como coisa estranha, vejam as diferenças com o tratamento de hoje;
Quanto actual: se pensarmos que muita gente, senão a maioria, continua a viver a discriminação em pleno sem muitas diferenças com o que se vivia nesta altura. Contradições da evolução que tem certamente havido em Portugal mas que continua a ser limitada e a justificar cada vez maior envolvimento e consciencialização da comunidade LGBTna luta pelos seus direitos, com destaque particular aos grupos mais discriminados no seu próprio interior. Os sublinhados são meus.
Ah, o artigo é fraquinho e contém várias incorrecções, mas demonstra bem as diferenças entre a realidade de então e a de hoje (bem como as semelhanças que persistem).

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quarta-feira, março 07, 2007

Panteras Rosa Galiza

O colectivo Panteras Rosa (Frente de combate à LesBiGayTransFobia) apresenta o seu núcleo galego em Compostela esta quinta-feira dia 8 de Março (Dia da Mulher Trabalhadora).
A apresentaçom é no centro social O Pichel (da associaçom cultural A Gentalha do Pichel) às 22h. E às 22h30 FESTA RIOT GRRL com música 100% feminina e feminista.
As Panteras Rosa som(os) um colectivo associativo aberto a todas as pessoas interessadas em contribuir para a denúncia e eliminaçom da discriminaçom homofóbica na Galiza.
Se estiverdes em Compostela na quinta, aparecede!
O endereço do centro social é Rua Santa Clara número 21, em Santiago de Compostela (Galiza).
panteras.galiza@gmail.com
http://panterasrosagz.blogspot.com/

As Panteras Rosa estám à solta polas ruas da Galiza a rugir contra a homofobia!
Nasce o núcleo galego da Frente de combate contra a LesBiGayTransfobia. O nosso objectivo é defender com unhas e dentes os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros.
Somos um colectivo associativo aberto a todas as pessoas interessadas em contribuir para a denúncia e eliminaçom da discriminaçom homofóbica na Galiza.
As nossas armas:
Garras afiadas,
coraçom grande,
caudas compridas
e insubmissas.
Desejos desobedientes,
umha fúria incontida,
umha solidariedade felina e...
A ACÇOM DIRECTA!

Contra o lúgubre cinzento da patriarcado, cor-de-rosa Pantera!
Se queres criar um núcleo na tua cidade ou comarca nom duvides em contactar-nos.

terça-feira, março 06, 2007

POLÓNIA: campanha choque contra a homofobia!


Arrancou na Polónia mais uma campanha contra a homofobia, levada a cabo pela ONG polaca Kampania Przeciw Homofobii (http://kampania.org.pl/english.php). Há uma semana atrás foram espalhados por toda a Varsóvia, e pelos media, grandes posters, onde apenas se podia ler, em letras garrafais: “Estás a olhar pra onde, ó maricas?” e “Estás a olhar pra onde, ó fufa?”. Fundo preto, nada mais.
O espanto gerou-se. Hoje, o segredo foi finalmente revelado: foram substituídos por dois outros, com a foto de um activista em tamanho real (homem ou mulher, consoante o caso), sobre a qual se pode ler: “Maricas. Ouço-o todos os dias. O ódio magoa.” e “Fufa. Ouço-o todos os dias. O ódio magoa.”

A ideia é ser simples. Não se usa um termo complexo como homofobia, mas sim as suas implicações reais em quem o sente. Os “insultos” utilizados pretendem ilustrar a homofobia diariamente sentida, ainda que sob diversas manifestações. A expressão “O ódio magoa.” expressa as ramificações do discurso do ódio e da violência, “dando uma cara” às vítimas – nas quais geralmente se pensa em abstracto. Os rostos da campanha são dois activistas da ONG, homossexuais e polacos. Nada mais directo, portanto.
Note-se que a Polónia tem um longo historial homofóbico, não cumprindo sequer as exigências da UE no que se refere à discriminação com base na orientação sexual. Ainda este mês o presidente polaco Kaczynski afirmou, durante uma visita de Estado à Irlanda que “o aumento da homossexualidade levaria ao desaparecimento da raça humana”.
A parada gay foi proibida na Polónia durante dois anos seguidos (2004 e 2005), alegando-se que “a promoção pública da homossexualidade” não devia ser permitida. Foi finalmente autorizada em 2006, mas só após o assunto ter sido levado ao Tribunal Constitucional. Ainda assim, foi marcada para o mesmo dia uma contra-manifestação do partido da Liga das Famílias Polacas (em coligação no Governo).
Anos atrás, uma manifestação deste cariz, à qual se juntaram grupos de skinheads, terminou com grande violência e agressões aos manifestantes. Num ambiente hostil como a sociedade polaca, dar a cara numa campanha destas, sendo cidadão polaco, não é tarefa fácil ou isenta de riscos.
Todo o apoio que lhes possamos nunca será, por isso, demais:
info@kampania.org.pl e www.gregswarsaw.blogspot.com (em inglês, pf.)

Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
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