segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Trans no Parlamento

No segundo aniversário do assassinato de Gisberta, o Bloco de Esquerda promoveu uma audição na Assembleia da República sobre Transsexualidade. Presentes estiveram activistas das Panteras, Médicos Pela Escolha, Opus Gay e activistas trans independentes. O deputado Sosé Soeiro iniciou a reunião dando a palavra aos e às activistas trans presentes na sala e que referiram diversos casos de discriminação.
A dificuldade e morosidade para mudança de nome nos documentos de identificação e no registo, diagnósticos médicos demorados muito além do aceitável e a falta de uma lei que regule as questões de identidade de género foram, talvez, as questões principais referidas.
A intervenção das Panteras assim como a de uma activista trans francesa que comentou a situação dos trans em França e na Bélgica, despoletou a questão da patologização da transsexualidade e do diagnóstico psiquiátrico como elemento fundamental para as pessoas terem acesso ao processo de mudança de sexo. Debate acesso até pela presença de dois médicos da equipa do Hospital Santa Maria (nesta audição a convite da Opus) que defenderam a necessidade desse diagnóstico e a classificação de patologia para os e as trans. Por outro lado, algumas das activistas presentes, não aceitando a afirmação de que os trans são doentes mentais, reconhecem a necessidade deste diagnóstico médico até pela oportunidade de tratamento no serviço nacional de saúde que ele implica.

Como já sabemos, um debate urgente a ser travado e definidor para o futuro das pessoas transsexuais e trangéneros em Portugal. Para já, esta foi a primeira vez que trans entraram na Assembleia da República pela porta principal e de cara levantada. E não será a última!
O Bloco de Esquerda colocou na sua página web um vídeo com excertos de algumas das intervenções, que reproduzimos pelo interesse do seu conteúdo:

Etiquetas: , , ,

Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
DIVULGAÇÃO