quinta-feira, julho 31, 2008

Espaço ao Sobrenatural (uma rubrica ficcional)

segunda-feira, julho 28, 2008

Rosa Pazos - mais uma mulher transexual morta

Fotos da manifestação na Corunha aqui.

Texto transfóbico da agência noticiosa EPE que foi reproduzido em vários jornais.

Texto em memória de Rosa por um companheiro seu.

Texto em memória de Rosa pela Federación Local de Sindicatos de Sevilla de la CNT-AIT.

Texto da notícia da morte de Rosa no site La Haine.

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Mais uma mulher transexual morta
Comunicado de Imprensa 28 JUL 08


Há precisamente um mês celebrou-de o 39º aniversário do início dos motins na Christopher Street. A triste e revoltante notícia de que hoje damos conta vem sublinhar a importância e actualidade da luta contra os preconceitos e discriminações (deliberadas ou inconscientes).
Segue abaixo o texto do manifesto conjunto de vários colectivos e organizações da Península Ibérica em resposta a mais uma agressão (fatal) a uma mulher transexual.
Recordamos que a discriminação (legal e social) que fragilizou Rosa Pazos foi, grosso modo, a mesma que afectou Luna (Fev '08) e Gisberta (Fev '06).
Para mais informação sugerimos a consulta da página http://en.wikipedia.org/wiki/Transphobia.
Informamos que estão já previstas concentrações nas seguintes cidades durante o dia de hoje (28 de Julho):

BARCELONA - 18:00 - frente a la sede de Delegación de Gobierno
BILBO - 19:30 - Plaza Circular Abando
DONOSTI - 19:30 - frente al Boulevar
GASTÉIZ - 19:30 - Plaza de la Virgen Blanca
MADRID - 18:00 - frente a la sede de la Fiscalía General del Estado (c/ Fortuny, nº 4, Colón)
SANTIAGO DE COMPOSTELA - 20:00 - Praça do Toural
CORUNHA - 21:00 - no Obelisco
ZARAGOZA - 19:30 - Plaza de España
SEVILLA - 20:00 - Plaza Barzola


Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia

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Na passada sexta-feira 11 de Julho, Rosa pazos, activista transexual, de 47 anos, foi encontrada morta no seu domicílio de Sevilha. Após a autópsia o Instituto Anatómico Forense emitiu um comunicado onde se afirmava que Rosa fora vítima de esfaqueamento.

Os grupos e colectivos signatários deste manifesto exigem com carácter de urgência:

1) O esclarecimento dos factos que rodeiam a morte de Rosa Pazos com a maior brevidade, a fim de evitar difamações sobre as causas associadas à sua morte e respeitar a dor já sentida por familiares, amigas/os e companheiras/os de Rosa.

2) A intervenção do Fiscal Geral do Estado, Cándido Conde Pumpido, para exigir e agilizar o esclarecimento dos factos.

3) O tratamento do processo sob condições de máximo respeito pela dignidade da falecida e de quem a rodeia, tanto por parte das instituições policiais e judiciais envolvidas no processo como pelos meios de comunicação, cujo trabalho "informativo" sobre o caso de Rosa até o momento se revelou extremamente ofensivo e transfóbico, como se vem denunciando desde que foi divulgada a notícia. O respeito pela identidade de Rosa e pela intimidade da sua pessoa é contrário ao sensacionalismo dos meios de comunicação e ao discurso discriminatório com que até à data se tem abordado a notícia.

Ao mesmo tempo denunciamos a enorme transfobia que rodeou a vida de Rosa, assim como o facto de lhe ter sido negado o direito à alteração da documentação e o acesso às cirurgias por o sistema de saúde entender que uma pessoa com um diagnóstico de esquizofrenia ou qualquer outra "doença mental" não pode decidir sobre o seu próprio corpo ou a sua identidade de género. Essa era a denúncia de Rosa e sem dúvida também a nossa.

Exigimos que a Administração Pública assuma a sua responsabilidade e trabalhe para a integração social e laboral das pessoas trans. Exigimos um trabalho sério, à altura da gravidade e da importância da situação: não queremos mais remendos nem meias-tintas, acreditamos firmemente que a maneira de evitar este tipo de situações é trabalhar directamente a partir da raiz do problema e fazê-lo sem desculpas. Não é uma proposta séria nem consequente aquela que aprova uma "lei de identidade de género" para evitar a discriminação e ao mesmo tempo trata como doente quem expressa uma identidade de género diferente da maioritária. Diferente, não por isso patológica. Reivindicamos que se trabalhe para desconstruir os estereótipos que associam as identidades trans ao bizarro, ao monstruoso e ao perverso, trabalhamos para destruir todas essas mensagens que geram ódio e nos convertem em excluíd@s sociais.

Denunciamos mais uma vez a extrema vulnerabilidade do nosso colectivo e a mais que alarmante frequência com que nos deparamos com casos de pessoas trans mortas em circunstâncias estranhas.

Reivindicamos, mais uma vez, que a luta contra a transfobia é uma luta de tod@s, é um compromisso de quem quer construir uma sociedade diferente. Que a única maneira de acabar com estas discriminações e violências visíveis nas ruas das nossas cidades, nos despedimentos, na exclusão, nas agressões verbais e físicas é identificá-las no nosso ambiente mais próximo e denunciá-las a cada momento. Porque, ainda que desde os movimentos sociais lutemos para acabar com estes assassinatos, a verdadeira luta está nas nossas ruas, nos nossos bairros, nas nossas escadas, onde em cada dia se vive a violência.

Por tudo isto os grupos abaixo-assinados convocam todas as pessoas para na próxima segunda-feira 28 de Julho, às 18 horas, se juntarem às concentrações que terão lugar nas diversas cidades com o fim de exigir umha investigação transparente e de rigor e o fim da transfobia que tem acompanhado o tratamento do caso da morte de Rosa Pazos.

Lembramos que os grupos de Barcelona, Bilbo, Donostia, Galiza, Madrid e Zaragoza signatários desenvolvem já um trabalho de observação sobre a evolução judicial e mediática do caso com o objecto de denunciar qualquer tipo de ingerência ou vulnerabilização que, por acção ou omissão, possa ter lugar durante o processo. Assim denunciaremos pelas vias formais pertinentes qualquer tipo de acto que atente contra a dignidade da falecida e, em particular, aqueles de natureza discriminatória dirigidos contra o respeito pela identidade de género.

Assinam este manifesto:

7menos20, Gastéiz
Acera del Frente, Madrid
ALAS, Lugo
Amasol, Aragón
Asoc. madres y padres de lesbianas, gays, transexuales y bisexuales de Aragón
ATA (Asociación de Transexuales de Andalucía)
ATURUXO (Federaçom de Associaçons LGBT da Galiza)
Centro social Atreu, Galiza
Col·lectiu Gai de Barcelona
Colectivo por las disidencias sexuales y de género
Ehgam, Euskal Herria
Emaize, asesoría sexológica del ayuntamiento de Gasteiz
Énfasis, Gasteiz
Errespetuz-Asociación Vasca de Transexuales (Euskadi)
Stonewall, Aragón
Front d'Alliberament Gai de Catalunya
Gaytasuna, Gastéiz
Gaztehgam, Euskal Herria
Grupo de Respuesta Antipatriarcal, Madrid
Guerrilla Travolaka, Barcelona
Lasde18, Aragón
Liberacción, Madrid
Maribolheras Precarias, Corunha
Mass Medeak, Bilbo
Medeak, Donostia
Nomepisesofreghao (feministas desgeneradas), Galiza
Panteras Rosas Galiza
Panteras Rosas, Portugal
Panteras Rosas, Sevilla
Queer Ekintza, Bilbo
RQTR, Madrid
Towanda, Aragón
TransGaliza
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segunda-feira, julho 21, 2008

Japão: Apoiar as “Mulheres de Conforto”

Passados mais de 60 anos desde a Segunda Guerra Mundial, 200.000 mulheres continuam a lutar para que lhes seja feita justiça. Estas sobreviventes foram, em toda a década de 30 e durante o conflito armado, forçadas a “servir” o exército nacional enquanto “escravas sexuais militares”. A maior parte tinha menos de 20 anos, e algumas tinham apenas 12 anos de idade, quando foram capturadas ou enganadas para acompanharem os militares. São hoje conhecidas por “mulheres de conforto”.

A dimensão real desta escravidão sexual nunca foi reconhecida, ou aceite, pelo governo japonês. E refira-se que estas sobreviventes sofreram danos psicológicos e físicos irreversíveis, que resultaram, em muitos casos, no isolamento, na vergonha e na extrema pobreza. Por isso, ao longo de décadas estas “mulheres de conforto” têm apelado à “responsabilização moral” por parte do estado japonês, ao reconhecimento público dos factos históricos e a compensações. Têm ainda contado a sua vivência ao mundo, inspirando um movimento global que exige reparação pelos crimes sexuais.

Muito graças a elas, a escravidão sexual é hoje reconhecida como um Crime Contra a Humanidade pelo Tribunal Penal Internacional, porém, a justiça japonesa continua a negar os acontecimentos. Muitas das sobreviventes faleceram entretanto, devido à avançada idade, mas Gil Won-Ok (na foto) acredita que “enquanto as próximas gerações souberem de tudo, nada vai ser esquecido”. A Amnistia Internacional lembra que a recusa de justiça prolonga a humilhação e o sofrimento das vítimas.

Acreditamos que o Estado Japonês tem a obrigação legal, para além de moral, de compensar as “mulheres de conforto”. Neste sentido, a Amnistia Internacional tem apelado a vários países para que adoptem resoluções que condenem o Estado Japonês pela sua recusa em aceitar os factos. Os EUA, a Holanda, o Canadá e o Parlamento Europeu já o fizeram. Porém, faltam muitos mais países.

O Governo das Filipinas está já a considerar promulgar uma resolução, e o documento terá uma relevância particular uma vez que muitas mulheres filipinas foram efectivamente “mulheres de conforto”. Ajude-nos nesta missão, incentivando as Filipinas a serem o próximo Estado a passar uma resolução que peça Justiça para as “Mulheres de Conforto”.

Participe em http://www.amnesty.org/en/appeals-for-action/comfort-women-waiting-justice.

in Newsletter Acções e Campanhas de Julho 2008 da Amnistia Internacional Portugal

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quarta-feira, julho 16, 2008

Espaço ao Sobrenatural (uma rubrica ficcional)



há qq coisa que me dana em tudo isto. Como começar? ah! uma frase célebre:
quando oiço falar em identidades saco logo da pistola.
os violentos são exímios em esgrimir identidades. Justificam-se sempre com elas: objectificar o adversário_um corpo, razão desnecessária.
A identidade apaga-nos. É um mal necessário, para o fight back. A identidade apaga os outros, enquanto identidades diferentes. É tribal (e sim, as tribos são sistemas sexuais).

mudando no mesmo assunto;
Hoje resolvi espantar-me com isto, apesar de já conhecer há uns tempos:

o irão é ocidente ou oriente?

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segunda-feira, julho 14, 2008

NO PORTO FOI ASSIM!

Os slogans das Panteras em grande força!













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quinta-feira, julho 10, 2008

ESTE SÁBADO - MARCHA NO PORTO...

... seguida do Porto Pride

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segunda-feira, julho 07, 2008

Espaço ao Sobrenatural (uma rubrica ficcional)



É só para lembrar que a inseminação artificial nos está vedada por lei, a caseira criminalizada, a clínica proibida.
PORQUÊ?

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quarta-feira, julho 02, 2008

MARCHA EM VÍDEO

terça-feira, julho 01, 2008

Encontro Social Alternativo ao Petróleo

- Porque não queremos que o fim das fobias (homo / lesbo / bi / trans / poli / xeno...) aconteça por acabar o mundo e

- Porque as negociatas do petróleo têm impacto directo nas liberdades individuais e no ambiente de tod@s

- Porque as lutas sociais só fazem sentido se forem transversais e solidárias

- Porque sabemos que as discriminações são um instrumento de "dividir para reinar"

- Porque não nos deixamos enrolar pela patetice do activismo "exclusivamente LBGTQ+"

Enquanto a malandragem reúne para acertar a exploração insustentável do planeta a malta sai para a rua para denunciar a situação!

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PORTO 12 JULHO! A MARCHA CONTINUA!


3ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto
12 de Julho de 2008
15:00h Praça da República, Porto

Sábado, 12 Julho 22:00/8:00 - Teatro Sá da Bandeira

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PALAVRAS DE ORDEM DAS PANTERAS NA MARCHA


Ah, sim, já me esquecia. E:
"Trabalho Sexual,
unidade sindical", à passagem pela manif da cgtp.

Espaço ao Sobrenatural (uma rubrica ficcional)

Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
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