quarta-feira, outubro 30, 2013

STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS - "a crise das crises"

"crise das crises se não se recorta limpo o sentido do corpo em a) ou b): se nem menino nem menina, que fazer de um sujeito? a medicina treme em como forçar um nexo ao corpo, os pais vêem o futuro desfeito, a criança surge como uma coisa-problema: mais que um binário, logo, menos que humana. queremos quebrar com a falsa necessidade dessas categorizações coercivas. a nossa revolução será poder responder à pergunta "qual dos géneros?" dizendo "ambos", "nenhum", "outro" ou "todos". será reagir ao "ou... ou...?" com um simples "não!"" - imagem de Sheree Domingo

sexta-feira, outubro 18, 2013

19 de Outubro – Dia Mundial de Acção Pela Despatologização Trans

MANIFESTO STP 2013 – DIVERSIDADE DE GÉNERO NA INFÂNCIA
STOP TRANS PATHOLOGIZATION – STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS
A Campanha Internacional Stop Trans Pathologization (Stop Patologização Trans)  é uma campanha mundial pela despatologização das identidades trans.
 Desde 2007 que a Campanha STP convoca, no mês de Outubro, uma série de acções internacionais pela despatologização trans. As atividades desse mês (também conhecido como Outubro Trans) culminam no dia 19 de Outubro (Dia Internacional Pela Despatologização das Identidades Trans), com manifestações simultâneas em diversas cidades do mundo.
Em Outubro de 2012, o “Outubro Trans” incluiu mais de 100 atividades em 48 cidades de diferentes continentes, desde a América Latina, à Oceânia, América do Norte, Ásia, África ou Europa. Mais de 350 grupos, redes, plataformas e federações internacionais e organizações políticas declararam o seu apoio para com a STP. Atualmente, a campanha conta com a adesão de grupos e redes de ativistas de todos os continentes do mundo.

À semelhança dos anos anteriores, também este ano o Outubro Trans e o Dia Mundial de Ação Pela Despatologização Trans serão assinalados em Lisboa, com um evento previsto para sexta-feira, dia 25 de Outubro (ver evento no fundo deste Post).

No ano de 2013, a Campanha STP centra-se no lema "Diversidade de Género na Infância", em resposta às mais recentes e diversas tentativas de a patologizar. Nesta área, os objectivos principais da campanha em 2013 são:
 Ø              A inclusão de um capítulo de atenção sanitária trans-específica, não baseada na doença, no CID-11 (Manual de Classificação Internacional de Doenças e Outros Problemas de Saúde da OMS, Organização Mundial de Saúde) e a retirada da presença das identidades trans (categorias F64, F65.1 e F66) do Capítulo V deste manual. Esta alteração facilitaria a sua cobertura pública em diferentes partes do mundo;
Ø               A retirada imediata da proposta de inclusão da categoria "Incongruência de Género na Infância" no CID-11;
Ø               A presença e participação continuada do movimento trans no processo de revisão do CID;
Ø              A retirada das categorias trans-específicas ("Disforia de Género", "Disforia de Género na Infância" e "Trastorno Transvestista") no DSM-V (Manual da APA, American Psychiatric Association);
Ø              A luta pelo fim de cirurgias forçadas a bebés intersexo.
Ø               A luta pelo direito à saúde trans-específica e plena para as pessoas trans (transgénero, transexuais e demais).
Ø              O impulsionamento e reenforço de atividades que promovam o debate e questionamento dentro do movimento trans.

É a pensar na diversidade de género na infância, que questionamos a utilidade clínica de uma categoria de diagnóstico para crianças com expressões e trajectórias de género diferentes das expectativas sociais associadas ao género que lhe foi atribuído à nascença. 
A campanha STP está consciente que as crianças estão particularmente vulneráveis a situações de discriminação, abuso médico ou terapias "normalizadores". Tal ocorre devido a uma falta de reconhecimento sistemática dos seus direitos de participação em decisões clínicas. De facto, a tentativa de classificação como diagnóstico da diversidade de género na infância pode criar uma contradição com princípios estabelecidos na Convenção Internacional de Direitos Humanos, no último Conselho de Direitos Humanos ou nos Princípios de Yogyakarta.
As crianças trans são na maioria das vezes sujeitas a “tratamentos normalizadores” que deixam profundas marcas de instabilidade, estigmatizando e traumatizando as mesmas e, deste modo, comprometendo um futuro saudável. É-lhes negado o reconhecimento da sua identidade de género, bem como da sua livre exploração e expressão.
A campanha nacional acredita que se devem considerar os tratamentos com bloqueadores da puberdade, e apenas se a criança e a família o requererem. De facto, estes tratamentos podem evitar a necessidade de morosos, caros e desagradáveis tratamentos para alterar efeitos da puberdade que podiam ter sido suspensos. Assim, a utilização de bloqueadores pode ser um utensílio para oferecer tempo e espaço para a livre descoberta da diversidade de género na infância. No entanto, o objectivo principal no seu uso é dar à criança liberdade e não coagi-la a uma qualquer escolha binária, caso a mesma não o desejar fazer.

De acordo com os critérios de diagnósticos estabelecidos para a "Disforia de Género na Infância" e no DSM-5, pode-se notar a contradição entre dois pensamentos:
1)       Existe um reconhecimento da possibilidade de identificação com "um género alternativo diferente do atribuído à nascença"
2)       Observa-se o pressuposto de que há jogos, brinquedos e actividades infantis considerados "típicos" do género atribuído à nascença. Mais ainda, existe uma preferência pelas actividades infantis associadas ao "outro género" e usadas de forma estereotipada.  

Este último pensamento reproduz um modelo redutor do que é a diversidade de género em criança, reforça o binarismo de género e os estereótipos de género e reflecte o modelo diagnóstico ocidental. 
Na verdade, a descoberta de diferentes expressões de género e formas de o encarar, não está relacionada necessariamente com uma experiência de sofrimento, doença, transtorno ou estado que necessite atenção médica. (Especialmente em contextos culturais afirmativos.)
Nos casos em que crianças com expressões, vivências e identidades de género diferentes das do género atribuído à nascença, estas devem poder requerer aconselhamento psicológico e social. Esse aconselhamento deve ser um processo de livre exploração de expressões de género e de aconselhamento, para si e para os seus pais/familiares, sobre como lidar com as experiências de discriminação de que pode sofrer. Para este apoio específico, consideramos que não seria necessário categorizá-lo especificamente no CID. Esse apoio seria feito com base na disponibilidade dos profissionais numa abordagem não patologizante e aberta à diversidade de género e multiplicidade de histórias.
Para facilitar a cobertura pública dos serviços de aconselhamento, a nossa proposta é a inclusão do conceito de "identidade de género", nas regulamentações e códigos de boas práticas relacionadas com aconselhamento ou experiências de discriminação. Finalmente, consideramos muito relevante a possibilidade de manutenção de contactos com grupos e redes de activistas trans, por parte do pessoal médico.

Outras reivindicações nacionais da campanha STP:

·                Uma verdadeira Lei da Identidade de Género, que não patologize as identidades trans e permita lutar mais eficazmente contra todo o tipo de discriminações de que são alvo no emprego, na habitação, no acesso à saúde;
·                Direito à mudança de nome e sexo nos documentos de identificação sem tratamento obrigatório ou diagnóstico, ou qualquer avaliação médica ou judicial. Bem como a anulação do aumento exorbitante do preço da alteração de nome e género incluído nos recentes aumentos dos preços dos actos notariais;
·                 A inclusão da “Identidade de Género, como motivo pelo qual ninguém pode ser discriminado, no artigo 13º da Constituição da República;
·                Descentralizar o atendimento cirúrgico, limitado a Coimbra (HUC – Hospitais Universidade de Coimbra) com a extinção da realização de cirurgias em Lisboa, com perda de qualidade, bem como o atendimento psiquiátrico e psicológico; Exigir ainda que as pessoas trans que o requererem possam obter informação detalhada sobre o serviço e a qualidade do atendimento cirúrgico praticados nos HUC;
·                 Descongestionar as longas e prejudiciais listas de espera e diminuir o exagerado tempo dos processos evitando a multiplicação de inúmeras avaliações psicológicas;
·                Fim das cirurgias à nascença e tratamentos normalizadores a bebés intersexo até que (ou se) os desejem;
·                Fim da coação à esterilização de trans masculinos.
·                Facultar às crianças trans tratamento hormonal destinado a bloquear os efeitos da puberdade até que as identidades de género se clarifiquem, de modo a evitar tratamentos dispendiosos e morosos aos efeitos da puberdade que deste modo podem ser evitados. O tratamento bloqueador nunca deve, contudo, ser usado numa perspectiva de invisibilizar, evitar ou “normalizar” numa perspectiva binária as identidades e expressões de género trans.
·                Fim dos actuais ataques ao Serviço Nacional de Saúde, na área da prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, no racionamento ou corte de tratamentos e medicamentos no âmbito do memorando da Troika e das medidas de austeridade acrescidas.

Outras reivindicações internacionais da Campanha STP, igualmente necessárias em Portugal:

·                Medidas de educação e protecção contra a Transfobia, nomeadamente no meio escolar, e o reconhecimento da diversidade de expressão e identidade de género de qualquer criança pelos colegas e professores/auxiliares, desde os jardins escola;
·                Garantia de acesso ao mundo laboral e adopção de políticas específicas para acabar com a marginalização e a discriminação das pessoas trans;
·                Condições de saúde e de segurança no desenvolvimento do trabalho sexual, a que muitas pessoas trans são forçadas a recorrer em consequência da sua sistemática exclusão social e laboral, e o fim do assédio policial a estas pessoas, bem como do tráfico sexual;
·                Concessão imediata de asilo político às pessoas trans imigradas que chegam ao nosso país fugindo de situações de discriminação e violência em função da sua identidade de género.

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25 de Outubro, Comemoração do “Outubro Trans” em Lisboa (Rua Regueirão dos Anios, 69):


19h30 - Vamos comer Transcezinhas?
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

Campanha internacional: http://www.stp2012.info/

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São promotores da campanha STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS em Portugal:

Grupo Transexual Portugal, Panteras Rosa – Frente de Combate à Lesbigaytransfobia, GAT – Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA Pedro Santos (Lisboa), Portugalgay.pt, Opus Gay, SOS Racismo, UMAR – União Mulheres Alternativa e Resposta, Poly Portugal, não te prives – grupo de defesa dos direitos sexuais, Caleidoscópio LGTB, Rainbow Rose Portugal, Bichas Cobardes



STOP TRANS PATHOLOGIZATION! o bicho-criança tem papá e mamã para lhe explicarem o mundo. mentira: o bicho-criança tem papá e mamã para lhe fazerem o mundo, precisamente no que não é explicado, não é justificado: no que não tem nem lógica, nem argumentação, nem espaço de manobra. e se o bicho-criança é menina, menos espaço de manobra ainda. o bicho-criança grita; o papá e mamã agrilhoam. que forças temos para protestar, para proteger esse ser, quer bicho-criança quer bicho-adulto, de todas as violentas imposições que vive? imagem por: Ana Farias.

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

Evento: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

Campanha internacional: http://www.stp2012.info/

quinta-feira, outubro 17, 2013



STOP TRANS PATHOLOGIZATION! menina faz isto mas menino faz aquilo, menino diz isto mas menino diz aquilo, menina pode isto mas menino pode aquilo. o corpo nunca está livre da regra
e estão cá pais e ciência e sociedade para corrigir qualquer desvio, organizar as partes certas, censurar qualquer sentido extraviado do corpo. mas temos e resistiremos pelo direito a outro fazer, outro
dizer, outro poder - outro corpo. a luta é também descobrir que ainda vamos a tempo de recuperar e proteger o melhor de ser-criança: o jogo do que somos e seremos. // imagem por: Joana Sousa.

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

Evento: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

Campanha internacional: http://www.stp2012.info/
STOP TRANS PATHOLOGIZATION! ele que crie e ela que cuide; o
menino é humano e a menina é mamã (sempre aquém de humana), o menino é fazedor e a menina é doméstica (sempre aquém de fazedora). e no entanto adivinhamos tantos outros modos de redistribuir e recriar essas tarefas e características e desejos ao ponto de explodir a coerência de um ser ou outro. a chave não é capacitar nem o menino, nem a menina. a chave é capacitar a criança para ser tudo isso e nada disso, e ainda mais. // imagem por: Ana Farias.

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

 

Evento: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

Campanha internacional: http://www.stp2012.info/

quarta-feira, outubro 16, 2013

19 Outubro 2013 | Alcântara | 15h FAZER PONTES, OCUPAR A RUA, PARAR O PORTO DE LISBOA


https://bloqueioportolx.wordpress.com/



No dia 19 de Outubro vamos bloquear o terminal de Alcântara do Porto de Lisboa, após a concentração da CGTP às 15h, em Alcântara. Vamos interromper a circulação de mercadorias no principal terminal de transporte marítimo de Portugal. Vamos apoiar a greve em curso dos estivadores.
Queremos parar um processo de precarização, reforçando a luta concreta no porto de Lisboa. Queremos fazer crescer outras lutas, noutros sectores da economia, noutras áreas da vida. Queremos dizer bem alto que o problema é a exploração e a acumulação obscena de recursos por uns poucos. Queremos dizê-lo numa linguagem que não possa mais ser ignorada. Queremos parar a economia e colocá-la nas nossas mãos.

O porto de Lisboa é uma plataforma comercial de dimensão internacional, europeia e atlântica, e um dos pontos mais evidentes da campanha de desvalorização do trabalho e também da resistência que a ela se opõe. Esta luta, a nossa luta, é internacional.

Os protestos do dia 19 de Outubro são uma escalada na luta, que deverá continuar até 26 de Outubro na manifestação do Que Se Lixe a Troika e por aí fora. Vem para a rua. Traz as tuas capacidades, as tuas dúvidas, a tua revolta. Vamos transformar a rua numa força em comunicação com todas as lutas, do trabalho ao desemprego, das pensões à miséria.
Esta é uma convocatória aberta e múltipla. Esta é uma convocatória sem porta-vozes nem dirigentes. Esta convocatória é de quem a apanhar."


Evento Facebook: https://www.facebook.com/events/1415402982010533/1415487485335416/?notif_t=plan_mall_activity

STOP TRANS PATHOLOGIZATION! nasces e cais aqui ou ali. o teu corpo é recebido e repartido, diferenciado e distribuído, por todas as forças sociais que te dirão o que és e onde vais antes de teres sequer fala ou acto teus. és entregue a um trabalho de vida inteira de te fazeres o que se decidiu já que farás e serás. é altura de quebrarmos todos estes moldes, tornarmos elásticas as nossas existências, darmos espaços aos que vieram e aos que venham para ser outra coisa, para ser outras mil coisas, rasgando a coerção a que somos
submetid*s. // imagem por: Ana Farias.

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

Evento: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

Campanha internacional: http://www.stp2012.info/

STOP TRANS PATHOLOGIZATION! um, dois, um, dois, um, dois, menino, menina, isto, aquilo, é, não é, um, dois. ele que faça e seja isto e ela que faça e seja aquilo e nunca nada mais, nunca o outro e nunca além. até ao dia em que se esgote, em que a raiva e mágoa da escolha forçada virem resistência e um fazer diferente e de mais: hoje eu sou outra coisa qualquer: o gozo é meu. //imagem por: Joana Sousa.

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

Evento: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

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terça-feira, outubro 15, 2013

STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS II

STOP TRANS PATHOLOGIZATION! nasce-se e o primeiro momento de se ser feito sujeito, de começar a construção da pessoa através da sua diferenciação, é o da inscrição de uma de duas categorias: é rapaz, é rapariga. a palavra faz tudo: marca esse sujeito incontornavelmente, arranca o fazer-pessoa num "ele", num "ela". o discurso reveste o corpo de uma fala da diferença, mas é uma diferença de fala estrita e espectro curto: ou um ou o outro e nunca mais além. que outra fala de fazer o corpo imaginamos nós? // imagem por: Ana Farias.

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

Evento: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

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STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS I


STOP TRANS PATHOLOGIZATION! é pornografia, é ciência? os discursos dominantes não captam nem possibilitam vivências excêntricas em relação ao binário de género, vivências que refaçam "homem" e "mulher" e outra coisa ainda além dos termos seguros e coercivos do sistema que vivemos. na hegemonia do binarismo de género deste sistema, nem a ciência nem a imaginação criam o outro corpo, o terceiro e quarto e quantos mais haja. resta a*s interssexo e trans e bichas e que mais ocupar um corpo ilegítimo e abjecto; um corpo tomado por inumano. // imagem por: Ana Farias

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Sexta-feira, 25 de Outubro haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA, seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/171237213080441/

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS (Portugal) no Facebook: https://www.facebook.com/pages/STOP-PATOLOGIZAÇÃO-TRANS-2012/150656943552

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segunda-feira, outubro 14, 2013

OUTUBRO TRANS: Jantar de Trancesinhas + Filmes excepcionais + Convívio e surpresas

Sexta-feira, 25 de Outubro (data a confirmar muito em breve) haverá TRANCEZINHAS para jantar no RDA69 (Rua Regueirão dos Anjos, 69, Lisboa), seguido da apresentação de 2 filmes, conversa animada e convívio!

19h30 - Vamos comer Trancezinhas? - jantar benefict para o grupo TransQueer
21h00 - Apresentação da curta "No Bikini (2007)"
21h15 - Filme "Ma vie en Rose (1997)"
23h00 - Conversa sobre esterótipos de género, sexismo e os manuais de doença mental no caso trans e intersexo.

Este é o mês para arrasar com tudo. Este é o Outubro Trans. Nestes tempos de isolamento e frio, surge a importância de criar um espaço transgénero e transexual auto-suficiente e de rebentar a mente de preconceituos*s arcaic*s sobre todos estes temas.

A campanha internacional STP - STOP TRANS PATHOLOGIZATION - organiza este ano o Outubro Trans sobre o tema "Diversidade de Género na Infância". E é mesmo sobre isto que vamos debater! Para as pessoas mais distraídas, vamos falar:
- Dos polícias de sexo e género que controlam os nossos corpos, gestos, movimentos, expectativas e comportamentos mesmo antes de aprendermos a falar;
- Da imposição de caixas estanques de homem e mulher que não podem ser nunca questionadas;
- Do forçar a operação a bebés intersexo antes que estes tenham idade para falar ou escolher sobre o seu próprio corpo.

Está toda a gente convidada! Vamos ter uma noite trans-fantástica?


Página da Campanha STP - STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS no Facebook

Campanha internacional: http://www.stp2012.info/
Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
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